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Família
de paciente com câncer envenenado
lentamente até a morte em tratamento
com drogas experimentais recebe £300,000
($475,000)
5 de Janeiro de 2011, Revista
Correio Diário da Inglaterra.
A família do designer
gráfico, Gary Foster, 27 anos, que morreu
depois de um erro com o uso de drogas experimentais,
alegou que ele foi "envenenado lentamente
até a morte" e exigiram uma investigação
sobre o médico que o tratou.
Gary Foster morreu depois
de doses duplas de quimioterapia em sete sessões,
em tratamento
realizado no Hospital da Universidade de Londres.
Sr. Foster, que estava prestes
a se casar, teve câncer nos testículos
e de acordo com os médicos suas chances
de sobrevivência aumentariam com o novo
tratamento. No entanto, ele morreu cinco meses
depois quando seus pulmões pararam de
funcionar.
A sua família ganhou
uma indenização superior á
300.000 libras. A Sra. Foster, exigiu que o
Conselho Geral de Medicina investigasse o caso
depois da suspeita de “envenenamento"
como causa da morte de seu filho.
Entende-se que a Sra. Foster
desejava abrir um processo contra o Dr. Stephen
Harland, médico que liderou o estudo
financiado pelo governo e que estava no comando
do tratamento do seu filho. Se o Conselho Geral
de Medicina investigasse as acusações
da família, na cidade de Waltham Abbey
no Estado de Essex na Inglaterra, deveria então,
decidir se o médico iria a júri
para avaliar sua aptidão para a prática
médica.
Um segundo paciente
com câncer nos testiculos morreu
durante o julgamento, que foi realizado em vários
hospitais. Gareth Kingdon,
39, de Tunbridge Wells, pai de um menino de
sete meses de idade, desenvolveu efeitos colaterais
fatais para a bleomicina, droga usada no tratamento.
Sua família disse que eles acreditam
que ele ainda poderia estar vivo se os médicos
do Hospital Royal Marsden tivessem notado a
sua reação.
Um inquérito sobre a
morte do Sr. Foster revelou que os médicos
e enfermeiros deveriam ter reconhecido os sinais
de alerta antes que ele recebesse a dose final
de medicamentos. Os legistas determinaram que
ele morreu em consequência de lesão
pulmonar, causada por uma overdose de bleomicina,
e descobriram que as instruções
para o tratamento haviam sido erroneamente configuradas
no sistema de prescrição eletrônica
no Hospital da Universidade de Londres.
Sr. Foster, que planejava se
casar com sua noiva Paula Collins, iniciou o
tratamento em Junho de 2007, após ser
diagnosticado com câncer. Os médicos
lhe asseguraram que suas chances de sobrevivência
aumentariam com o novo tratamento. Meses mais
tarde, seus pulmões começaram
a falhar e ele acabou morrendo em Outubro.
Um segundo paciente afetado
pelo mesmo erro sobreviveu. Mark Bowman, advogado
da família Foster, disse que o caso destacou
uma "falha sistêmica" na forma
como o experimento foi instalado, executado
e monitorado.
A bleomicina já
havia sido usada para tratar o câncer
testicular. O estudo tinha por objetivo
analisar se uma combinação de
cinco drogas para a quimioterapia, incluindo
bleomicina, funcionaria melhor para tratar o
câncer que o tratamento padrão
com o uso de três drogas. O
Hospital acabou entrando em um acordo com a
família Foster.
O Hospital declarou que cooperou
plenamente com o legista que concluiu que a
morte ocorreu como resultado de um evento acidental
no tratamento e que, após uma investigação
completa, o Hospital havia tomado medidas para
evitar a repetição do erro. Disseram
ainda:
"Nós não
julgariamos uma ação da família
com um organismo regulador. O Hospital da Universidade
de Londres mais uma vez deseja sinceras condolências
à família do Sr. Foster."
O Conselho de Pesquisa Médica,
que prezidiu os julgamentos, admitiu que houve
um erro no tratamento mas, que este erro não
foi o culpado pela morte do Sr. Foster. Dr.
Harland não pôde ser contatado
e o Conselho Geral de Medicina se recusou a
comentar sobre o assunto.
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em Português © Copyright CurasdoCancer.com
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